Os mercados já amanheceram refletindo a cautela dos agentes, que giram em torno dos
desdobramentos da crise grega.
Segundo a Rico Corretora, a possibilidade do país declarar default está mais
elevada, conforme estancam as negociações com credores privados.
Diante do impasse nas negociações sobre a dívida, indicadores econômicos positivos
sobre a atividade na Zona do Euro ficam em segundo plano.
O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto do bloco saiu de 48,3
pontos em dezembro para 50,4 pontos em janeiro, representando o primeiro avanço em
cinco meses.
Segundo a pesquisa, a produção teve forte recuperação na Alemanha, registrando o
maior aumento em sete meses e uma modesta expansão na França.
Além da questão da Grécia, a Rico Corretora analisou ainda que o balanço da Siemens
ofusca os indicadores bons.
A companhia apurou lucro de € 1,45 bilhão no primeiro trimestre fiscal de 2012
contra lucro de € 1,75 bilhão obtido em igual época do ano anterior.
Em meio ao cenário, o DAX, em Frankfurt, recua 1,30%, em Paris, o índice CAC-40
perde 1,20%, enquanto em Londres, o índice FTSE 100 retrai 0,82%.
O movimento cauteloso dos agentes também é observados nos índices futuros
americanos. O Nasdaq, termômetro de tecnologia, declina 0,35%, o Standard & Poor's
500 diminui 0,50% e o índice Dow Jones cai 0,34%.
O aguarda para hoje a publicação do índice de atividade de Richmond, além de
resultados trimestrais como os da Apple, Johnson & Johnson, McDonalds e Yahoo!.
Na Ásia, as bolsas de valores fecharam mistas nesta terça-feira, com os mercados de
olho na Grécia. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,22%.
Em relação ao Brasil, a Bradesco Corretora acredita que o aumento na aversão ao
risco por conta da piora na percepção do mercado quanto à situação grega, deve
afastar os investidores dos mercados emergentes, impondo uma correção na bolsa
brasileira.
Na véspera (23/1), o índice acionário doméstico fechou em alta de 0,12%, aos 62.386
pontos.
Na cena doméstica, o destaque do dia fica por conta do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que subiu para 0,65% em janeiro, acima das
expectativas dos analistas.
No mercado de câmbio, o dólar comercial avança 0,73% ante o real, cotado a R$ 1,763
na compra e R$ 1,765 na venda.
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